Iniciou-se com a "Semana da Arte Moderna" que aconteceu em 2022, e ocorreu com a tentativa de inovar nas obras e pela divulgação das ideias modernistas.
Os escritores dessa época defendiam o nacionalismo, pois eles queriam obras com histórias do Brasil e sem apego de cultura que vinha do exterior. Defendiam o abordamento da história e do passado do Brasil.
Os principais autores dessa fase foi: Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira.
A seguir, uma poesia de cada um dos autores citados acima, que me definem (ou quase):
TENTAÇÃO - Mario de Andrade
Eu fechei os meus lábios para a vida
E a ninguém beijo mais, meus lábios são,
Como astros frios que, com a luz perdida,
Rolam de caos em caos na escuridão.
Não que a alma tenha já desiludida
Ou me faleçam os desejos, não!
O que outrem prejulgava uma descida,
É subir para mim, elevação!
Vejo o calvário por que anseio, vejo
O Madeiro sublime, "Glórias" ouço,
E subo! A terra geme... eu paro. (É um beijo.)
A moita bole... Eu tremo. (É um corpo.) Oh Cruz,
Como estás longe ainda! E eu sou tão moço!
E em derredor de mim tudo seduz!...
MEUS OITO ANOS - Oswald de Andrade
Oh que saudades que eu tenho
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infância
Naquele quintal de terra
Vi ontem um bicho
E em derredor de mim tudo seduz!...
MEUS OITO ANOS - Oswald de Andrade
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infância
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra
Da Rua de Santo Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais
Eu tinha doces visões
Da cocaína da infância
Nos banhos de astro-rei
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais
Eu tinha doces visões
Da cocaína da infância
Nos banhos de astro-rei
Do quintal de minha ânsia
A cidade progredia
Em roda de minha casa
Que os anos não trazem mais
Debaixo da bananeira
A cidade progredia
Em roda de minha casa
Que os anos não trazem mais
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais
O BICHO - Manuel Bandeira
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário