Seicessevripo: O CASAL ARNILFINI (JAN VAN EYK) - ANÁLISE DE OBRA

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O CASAL ARNILFINI (JAN VAN EYK) - ANÁLISE DE OBRA




"O Casal Arnilfini" foi pintada por Jan Van Eyk em 1434. Na obra mostra um rico burguês Giovanni Arnilfini e sua esposa Giovanna Cenami. A obra foi considerada inovadora para época porque exibe diversos conceitos novos.

Análise da Obra:

O casal era muito rico, pelas roupas usadas que pertenciam à burguesia do norte da Europa. Arnolfini olha confiante para as testemunhas, enquanto sua esposa olha delicadamente ( outros poderiam dizer de maneira submissa) para o marido.

O cão, de uma raça hoje extinta, representa a fidelidade para os medievais, que adoravam símbolos e alegorias.

Vermelho era símbolo de nobreza. O pigmento vermelho custava mais que ouro. Os flamengos são os primeiros piratas do Brasil (pau-brasil), justamente em busca deste pigmento.

As laranjas podem simbolizar o paraíso perdido, ou seja, o pecado original.

O verde do vestido da mulher representa a fertilidade desejada ao casal.

A única vela acesa representa o olho de Deus, que tudo vê.

O azul era de lápis lazuli, outro símbolo de ostentação da riqueza do casal.

O espelho reflete o casal, Van Eyck e outra pessoa não identificada. Em volta do espelho podemos ver pequenas cenas da vida de Cristo.

Espelho/vidro era caríssimo e é um importante símbolo de riqueza.

O imenso rosário é um símbolo de fé da esposa que deveria ser devota.

O fato de Arnolfini estar do lado da janela aberta representa a obrigação do homem de ir trabalhar fora para sustentar a casa.

A mulher não está grávida como pode parecer, mas é um efeito do vestido comum na época. Essa cerimônia privada era comum na Idade Média, não sendo exigida como depois no concílio de Trento que fosse na presença de um padre e na Igreja.

O quadro transborda de realismo como era comum na pintura flamenga da época, da qual Van Eyck era um dos maiores representantes. Toda a graça do sacramento católico do matrimônio está reproduzida nesse quadro. A técnica do reflexo do espelho seria uma inovação que seria muito imitada na arte ocidental posterior, é só ver o caso de Velázquez.

Essa cena representa o início da família burguesa, em que a vida de casal entre o marido e mulher passa a ser valorizada. A privacidade e a vida íntima passam a ser vistas como uma conquista do casal, e a civilização ocidental passará a declarar esses valores como uma das bases do núcleo familiar e da psicologia do homem e da mulher.


Análise adaptada de felipepimenta.com / carolina.vigna.com.br

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